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APTS perde seu presidente e maior benfeitor

Osmar Bertacini sempre manifestou sua admiração e carinho pela entidade que atua na disseminação do conhecimento em seguros.

A Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) sofreu uma grande perda neste início de ano com o falecimento do seu presidente Osmar Bertacini. Vítima de uma complicação cirúrgica, ele partiu repentinamente no dia 8 de janeiro, aos 76 anos de idade, causando grande comoção ao mercado de seguros. Para a APTS, mais do que a ausência de sua principal liderança, a morte de Bertacini significou também a perda de seu maior benfeitor e admirador. Ele amava a entidade e fazia questão de manifestar esse sentimento publicamente.


Com intensa participação associativa, era membro de diversas entidades do setor, mas não escondia sua predileção pela APTS. “Tenho muito carinho pela APTS, que é para mim uma entidade especial”, disse ele na última reunião de diretoria, realizada no dia 17 dezembro, nas dependências da sua empresa, a Humana Seguros. Naquele dia ele estava especialmente feliz com a notícia de que a APTS havia, enfim, saneado suas finanças, depois de um longo período de dificuldades, e, por isso, já fazia planos para 2019.

Também estava satisfeito com o sucesso da série de eventos sobre novas tecnologias, realizada ao longo do ano em parceria com a Escola Nacional de Seguros (ENS). Na runião, ele sugeriu novos eventos, agora com foco em seguro de vida, sua outra paixão, observando a tendência de crescimento desse ramo. Os 56 anos de carreira de Bertacini em seguros foram dedicados exclusivamente ao seguro de vida. Trabalhou como empregado em uma única empresa, a Companhia Internacional de Seguros, ao longo de 22 anos. Em seguida, habilitou-se corretor de seguros e atuou por seis anos na Libra Corretora. Em 1992, fundou a Humana Seguros, uma das maiores assessorias de seguros do país.

Bertacini cumpria a sua segunda gestão à frente da APTS, iniciada em 2015. Detentor de um grande caráter, carisma e grande sensibilidade, ele tomou para si, quase quatro anos atrás, a responsabilidade de manter a entidade em atividade. O então presidente e fundador Luis López Vázquez, falecido em 2017, já não tinha forças para comandar os trabalhos e, por isso e pelo grande apreço que tinha pela APTS, Bertacini assumiu a missão. Ele, que já havia presidido a associação por duas gestões na década de 90, retornou ao cargo.


Os ensinamentos

Os desafios estimulavam o dirigente. Ele gostava de transmitir sua experiência e exemplo aos mais jovens. “Não se deixem levar pela idade, continuem trabalhando, porque o trabalho faz bem, enobrece. Eu poderia estar descansando, mas me sinto confortável em fazer o que gosto. Enquanto Deus permitir, continuarei trabalhando em prol do mercado de seguros”, disse ele durante a sua última posse na APTS. Outros ensinamentos: “Nunca pense em fazer mal a alguém, porque tudo o que fazemos retorna para nós mesmos”. “Não coloque o dinheiro na frente de seus objetivos. O dinheiro é apenas consequência de um trabalho sério e honesto”.


Profissional renomado, extremamente querido e respeitado no setor, Bertacini era figura popular. Ele brincava com essa popularidade adotando o famoso bordão “Para quem não me conhece, meu nome é Osmar Bertacini...”. Dizia sempre que seu maior patrimônio eram os amigos. Uma prova de sua fama no setor ocorreu em 1993, na posse do seu primeiro mandato na APTS, quando ele lotou o Hilton Hotel com mais de 400 convidados. Em 2015, o número ficou próximo a esse patamar e só não foi maior porque as dependências do Circolo Italiano não comportavam contingente maior.

Um fato marcante da sua última posse festiva, em 2015, foi a comovente demonstração de gratidão ao fundador Vázquez, que já naquele tempo estava debilitado por problemas de saúde. Na sua festa, Bertacini preparou uma surpresa para Vázquez, trazendo o filho dele, Luis Octávio Vázquez, e a nora para lhe entregarem uma placa e flores. A cena memorável gravada em vídeo tornou-se um alento para o ex-presidente, que até os seus últimos dias de vida fazia questão de revê-la. Outro nobre gesto de Bertacini foi nomear Vázquez como presidente emérito.


Bertacini era mais que o presidente da APTS, ele era a própria APTS. Sua dedicação e amor à entidade eram tão intensos que sua imagem se tornou indissociável da entidade. Por quê? Ele gostava de contar que por pouco não foi um dos fundadores da APTS. No dia do almoço de fundação, 7 de abril de 1983, por causa de um compromisso não pode comparecer. Mas, não era apenas por isso que ele amava a APTS. Era também pelo nobre propósito da entidade de disseminar conhecimento técnico, mantendo-se firme nessa missão, apesar das dificuldades inerentes às pequenas entidades independentes.


Os amigos

O atual diretor secretário da APTS, Luis Macoto Sakamoto, destaca essa relação. “Ele tinha um grande carinho pela APTS, tanto que, em alguns momentos de dificuldades, chamou para si a responsabilidade de manter a associação em atividade. Por isso, temos de continuar essa luta em sua memória”, diz. Macoto lamenta a perda. “Perdemos um grande amigo, uma pessoa muito querida e sensível e um grande técnico de seguros. Os ensinamentos dele servirão de inspiração para continuarmos a vida aqui”.

O diretor financeiro, Evaldir Barboza de Paula, também destaca a dedicação de Bertacini à APTS. “O Osmar era um entusiasta e vivia a APTS diariamente, sendo reconhecido em todos os eventos do mercado como o seu presidente. Ele e a entidade tornaram-se uma só pessoa. O mercado de seguros jamais encontrará alguém com tamanha dedicação, que negligenciava seus próprios negócios para estar sempre disponível para as entidades que dirigia ou representava, que não eram poucas, em especial a APTS. Não será fácil superar a sua falta, mas vamos nos espelhar nos seus exemplos de como sermos ainda melhores em nossas vidas”.


Adevaldo Calegari, ex-mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), tornou-se amigo de Bertacini há mais de quarenta anos, desde que trabalharam juntos na seguradora Internacional, e chegou a ser seu sócio na Humana. Ele publicou nas redes sociais uma mensagem comovente. “Tínhamos uma verdadeira amizade, que nada cobra, nada reivindica, apenas apoia e ajuda. É preciso lembrar das muitas alegrias e realizações, entender a fragilidade da vida e nosso compromisso com o Criador. Seus ensinamentos, sua alegria, sua força e vontade nos deixam um legado de fé e amor”.


Se Bertacini era querido pelos profissionais do mercado, era ainda mais por seus colaboradores, como Amélia Cerqueira, seu braço direito, que trabalhou com ele desde o tempo da Internacional de Seguros. Na APTS, Cirlene Siqueira, administradora, e Márcia Alves, jornalista, também atuaram por muitos anos ao seu lado. “Ele se preocupava com o bem-estar de cada um e estava sempre disposto a ajudar, nem que fosse apenas com conselhos otimistas”, diz Cirlene.

“Era um grande amigo e incentivador do meu trabalho. Era também uma das pessoas mais generosas que conheci em toda a minha vida. Gostava de ajudar as pessoas, anonimamente. Na APTS, eu o conhecia há mais de 25 anos, acompanhei todas as suas gestões e compartilhava o amor que ele dedicava à APTS. Sua partida inesperada foi um grande choque. Mas, ele deixou um grande legado de ações e bons exemplos que não serão esquecidos. Foi um privilégio tê-lo como chefe e, principalmente, como amigo. Desejo que tenha muita luz nessa nova jornada”, diz Márcia Alves.


Fonte: APTS

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