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Renda mínima no futuro

Em 20 anos, o maior benefício da Previdência Social não será superior a um salário mínimo", prevê Nilton Molina.


O aumento da expectativa de vida dos brasileiros é um dos motivos da necessidade de reforma da Previdência Social, segundo explicou Nilton Molina, presidente do Conselho da Mongeral Aegon, durante o evento em comemoração aos 185 anos da seguradora, no dia 9 de janeiro, no Rio de Janeiro. “Algumas pessoas contribuem durante 25 anos e vão viver mais 40 anos. Alguém tem de pagar essa diferença”, disse.


A rejeição à ideia da reforma ocorre pelo entendimento equivocado da maioria da população em relação ao cálculo do benefício. De acordo com Molina, muitas pessoas acham que deveriam receber a aposentaria equivalente ao valor do salário que ganhavam. “Mas nunca, nenhum brasileiro pagou sobre o seu salário. No máximo, pagou 11% sobre o teto da previdência, que é de R$ 5.800,00”, disse.


A longevidade e a queda da taxa de natalidade colocam em colapso o sistema da Previdência Social, segundo Molina, na medida em que as pessoas vivem mais e recebem o benefício por mais tempo. Somado a isso, a taxa de reposição da Previdência está caindo. As mulheres têm cada vez menos filhos e isso diminui o número de trabalhadores ativos necessários para sustentar os inativos.


Por enquanto, o Brasil ainda não sofre os efeitos das mudanças demográficas porque a população continua crescendo. Mas, em 20 ou 30 anos, quando o número de idosos for maior que o de jovens, então poderão faltar recursos para pagar aposentadorias e pensões. Daí porque a reforma é necessária desde já.


Para Molina, a atual reforma trouxe economia abaixo da expectativa para a Previdência Social. Considerando o rápido envelhecimento da população brasileira e a redução do número de filhos por família, ele prevê que o país será obrigado a adotar no futuro um patamar de renda mínima. “A má notícia é que entre 15 e 20 anos, o maior benefício da Previdência Social não será superior a um salário mínimo, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos”, disse.


Fonte: APTS | Texto: Márcia Alves

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