Associação Paulista dos Técnicos de Seguro

Largo do Paissandu, 72 - 17° andar Cj. 1704

São Paulo - SP - 01034-901

apts@apts.org.br

Páginas oficiais

  • Wix Facebook page
  • Wix Twitter page
  • Wix Google+ page

Copyright © 2014 APTS. Todos os direitos reservados.  Política de privacidade.

Destaques

Susep promove workshop sobre registro das operações

16/01/2020

1/1
Please reload

Busca por Tags
Please reload

Rating de empresas de seguros descola do risco Brasil

Empresas avaliadas pela AM Best conquistaram classificação de boa a superior

 

 

“O risco país não é um teto ou um limite para a classificação de uma seguradora, mas um dos diversos fatores”, disse o vice-presidente de Rating da agência norte-americana de rating AM Best, John Andre. Durante sua participação no seminário “Rating de Seguradoras – Visão Geral do Processo e seus Componentes”, promovido pela Escola Nacional de Seguros no dia 9 de março, em São Paulo (SP), ele explicou o processo de classificação de seguradoras.

 

Segundo Marcus Clementino, consultor independente da AM Best, o rating representa uma opinião independente, baseada em padrões internacionais, e pode ser usado como uma vantagem competitiva para a empresa. “As seguradoras brasileiras estão começando a notar os benefícios potenciais que uma classificação internacional pode oferecer”.

 

Embora não seja uma exigência no mercado nacional, o rating tem feito a diferença para algumas empresas. “Em grandes riscos, principalmente, são os clientes que exigem da seguradora o rating. Se ela não tiver, procuram outra”, disse. Por outro lado, ele reconhece a solidez das seguradoras brasileiras. “Ao contrário de outros países, no Brasil raramente uma seguradora quebra, porque a Susep exerce fiscalização intensa”, disse.

 

 

Clementino explicou que, diferentemente de outras agências, a AM Best utiliza o risco país como um fator para a definição do eixo final, mas nunca como um limitador. “Se o risco país cair, não necessariamente o da empresa cairá. Existem países com a pior classificação possível, que é a nível 5, cujas empresas locais possuem classificação excelente, que é a A”, disse.

 

Fundada nos Estados Unidos em 1899, a AM Best se especializou no setor de seguros mundial, conquistando a marca de mais de 4 mil classificações em cerca de 80 países. Presente no Brasil há menos tempo que outras agências, a AM Best conta, atualmente, com sete clientes, entre seguradoras e resseguradoras. Segundo Clementino este número está aumentando.

 

 

 

Gerenciamento de riscos

 

 

De acordo com o analista financeiro sênior da AM Best, Scott Mangan, a diminuição da nota das seguradoras devido ao risco país não é automática. “A nota será rebaixada somente se o capital da companhia diminuir em decorrência do risco país. Neste caso, há revisão do rating e as empresas são avaliadas uma a uma”, disse.

 

Caso a classificação de uma empresa não seja satisfatória, a agência indicará ações para melhorar a nota. “Não damos consultoria e dizemos faça isso ou aquilo. Apenas mostraremos o que é preocupante”, disse Mangan.  Uma boa classificação depende, segundo ele, de gerenciamento de riscos. “É instrumento fundamental para as empresas. Em vez de evitá-los, é preciso aceitá-los e lidar com eles”, disse.

 

Case Terra Brasis

 

 

Convidado ao evento para contar a experiência da Terra Brasis Re com agências de rating, Rodrigo Botti, CFO e COO, relatou que o processo foi concluindo ainda na fase pré-operacional da empresa. “Conseguimos o nosso rating quando ainda éramos uma start-up”, disse. Para empresas nesta condição, ele listou os itens fundamentais para conquistar o rating: management, acionistas e business plan.

 

Botti comentou que, atualmente, a Terra Brasis figura em posição única no mercado de resseguros. A empresa integra os grupos de resseguradoras locais, focados somente em resseguros, com capital e executivos brasileiros e exclusivamente do setor privado. Além do informativo trimestral Terra Report e do Mapa de Catástrofes Naturais, a empresa criou a ferramenta X-Terra para precificar o resseguro não proporcional.

 

 

Concluindo sua apresentação, Botti aproveitou para apontar o que ainda precisa ser melhorado no relacionamento com as agências de rating. “A contabilidade brasileira, principalmente em resseguros, difere da internacional”, disse. Em sua opinião, todos precisam falar a mesma língua. “As agências de rating precisam entender a contabilidade brasileira e as empresas do país precisam entender a contabilidade nacional e a internacional”, afirmou.

Please reload

Últimas notícias
Please reload