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Artigo: Quebrando suposições sobre seguros

*Por Leonardo Freitas




O seguro faz parte da nossa sociedade há séculos, com indícios de presença na Babilônia, China Antiga e Império Romano. No Brasil, ele surge e cresce com a chegada da família real e a abertura dos portos, em 1808. Com esta longa trajetória, ajudando o desenvolvimento das pessoas e nações, houve tempo suficiente para a criação de muitas suposições sobre o funcionamento dos milhares de produtos nomeados de seguros que, hoje em dia, podem ser vistas sob outros ângulos pelo consumidor.


Uma destas suposições é que o seguro de vida não pode ser usado em vida. Os planos mais básicos geralmente estão ligados a morte, funeral ou invalidez. Porém, existe uma grande variedade de produtos que oferecem coberturas e assistências que vão além disso – e podem sim ser usadas em vida. Por exemplo, seguros que cobrem desemprego involuntário, doenças graves, cobertura para arcar com despesas médico-hospitalares ou odontológicas e ausência por incapacidade temporária ou definitiva, que é quando a pessoa é impedida de executar sua profissão.


Outra ideia, infelizmente muito difundida, é que o seguro residencial protege apenas em casos de incêndios. É claro que ele pode sim cobrir este tipo de evento, mas também muitos outros riscos – dependendo do plano contratado. Os mais comuns são danos elétricos, conserto de eletrodomésticos, desmoronamento, quedas de aeronaves, impacto de veículos, granizo, vendaval, ruptura de tubulações, queda de raio ou outras explosões. Além das assistências desse tipo de seguro, que podem ajudar muito o segurado com os imprevistos do dia a dia.

Um produto que também é impactado pelo desconhecimento é o seguro viagem. Apesar de ser mais famoso e utilizado em viagens internacionais, ele pode – e deve – ser contratado em uma viagem nacional. Mesmo perto de casa, um imprevisto pode acontecer, e é importante para a tranquilidade pessoal e da família contar com uma boa assistência. Com isso, diminuem as preocupações, permitindo que desfrute com mais segurança os momentos de descanso.


Outra percepção do mercado é que seguros possuem sempre custos elevados e os processos para aquisição e manutenção são muito complicados. Existe uma vasta gama de proteções para atender diversos perfis de clientes. Com isso, é possível atingir todas as faixas etárias, de renda e cobertura, sempre pensando em produtos adaptados às necessidades dos contratantes. Existem seguros, por exemplo, que podem ser contratados por menos de R$10.


Visando facilitar a vida dos consumidores, salvo casos bem específicos, a maioria das solicitações de seguros são resolvidas rapidamente em todos os produtos – previdência, seguro de vida, seguro auto, de saúde etc. Com o avanço da tecnologia, já é possível fazer tudo digitalmente, da conversa com o corretor e adesão até o resgate do benefício, o que acelera e torna intuitivo todo o processo.

Apesar da complexidade por trás de cada produto, o seguro pode sim ser algo simples e acessível. No meio ainda são utilizados termos por vezes difíceis de entender, como sinistro, mas já podemos ver uma movimentação por parte das seguradoras e corretores – profissional este vital para a indústria – para simplificar e tornar acessível a linguagem utilizada no mercado, de forma que os seguros sejam populares e ajudem cada vez mais brasileiros a viverem tranquilos.


* Leonardo Freitas, Diretor da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros


Fonte: Edelman

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