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Corretores discutem as transformações do setor

08/11/2019

Congresso dos Corretores de Seguros discutiu os pilares de mudanças no seguro e as tendências.

 

O 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado pela Fenacor entre os dias 10 e 12 de outubro na Costa do Sauípe, na Bahia, trouxe a análise de especialistas e de autoridades do mercado sobre os principais pilares de mudanças no setor. As transformações no seguro causadas pela tecnologia, ascensão do seguro de pessoas, reforma da Previdência e a autorregulação dos corretores de seguros foram destaques na programação.

 

 

No painel que discutiu “Os caminhos para a retomada do crescimento e a reforma da Previdência”, a superintendente da Susep, Solange Vieira, apontou a tecnologia como aliada no processo de mudanças. Para dar suporte a esse processo, ela citou as ações da Susep que estão em curso, como a apólice eletrônica, os seguros temporários e a sandbox para insurtechs.

 

Seguro de pessoas

A ascensão do seguro de pessoas e o declínio do seguro de automóvel foram demonstrados pela superintende em gráficos. Desde 2018, o seguro de pessoas assumiu a dianteira no mercado, com 33% de participação, à frente do seguro de automóvel, que alcançou 32%. Mas, há espaço para crescimento de todos os ramos, segundo Solange. Na relação prêmio/PIB, o Brasil surge com 3,9%, abaixo da média mundial que é de 6,1%. Acima dessa marca, estão os países desenvolvidos da Europa com 7,6% e a América do Norte com 7,2%.

 

O prêmio per capita no Brasil é 11,9 vezes menor que o americano, US$ 377 contra US$ 4.481. Outro dado que revela o potencial de crescimento do seguro brasileiro está no número de habitantes por seguradora. Com 119 companhias, existem no Brasil 1,7 milhão de habitantes para cada seguradora. No Chile, essa proporção é de 265 habitantes e nos Estados Unidos é de 78 mil.

 

Mercado marginal

O avanço do mercado marginal sobre o seguro de automóvel foi tema de um dos painéis. De acordo com estudo sobre as Associações de Proteção Veicular (APV) apresentado pelo sócio da Ernst & Young, Nuno Vieira, o mercado marginal arrecada por ano entre R$ 7 e R$ 9 bilhões, valor que corresponde a 27% do mercado de seguro automóvel. Foram catalogadas 700 APVs, mas esse número pode chegar a mil, já que muitas delas têm filiais. Em termos de prêmios, a média gira em torno de R$ 1,8 mil por veículo e a maior parte dos clientes está concentrada na região Sudeste.

 

 

Segundo o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, essas associações já estão comercializando fiança locatícia e seguro de Responsabilidade Civil Obrigatória para empresas de transporte de passageiros interestadual. “O mercado marginal já tem muitos clientes que são donos de carro zero e de luxo”, assinalou. A Fenacor sugeriu à Susep que passe a multar os donos das associações de proteção veicular e não mais a “pessoa jurídica. “O mais importante é aprovar o PLP 519 que regulamenta essas associações para que tenham as mesmas obrigações exigidas do mercado legal”, disse.

 

Autorregulação

Uma das questões discutidas logo no início do evento foi a autorregulação dos corretores de seguros. O presidente da Fenacor destacou que pelo modelo atual de regulação e fiscalização da categoria, um processo sancionador pode demorar até quatro anos na Susep. “Como é dado o direito de recorrer ao Conselho de Recursos, muitas vezes, quando a punição é aprovada a ação já prescreveu”, disse. Segundo ele, existem mais de 4 mil processos em tramitação na Susep. “A autorregulação beneficiaria o consumidor, que teria mais garantia de proteção, e o próprio mercado, que passaria a ser olhado com mais confiança pela sociedade”, disse.

 

Fonte: Revista APTS Notícias (ed. 135/136) 

 

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