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09/11/2019

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Seguro de vida cresce na crise e confirma tendência de liderança

20/05/2019

No primeiro trimestre do ano, os seguros de vida e acidentes pessoais cresceram 8,4% e o prestamista 25,5%, segundo dados da Susep. No último ano, o seguro de vida (grupo e individual) se firmou como a maior carteira do mercado de seguros de pessoas, com 39% dos prêmios arrecadados, seguido pelo prestamista, com 30%, de acordo com levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).

 

O bom desempenho do seguro de vida também foi confirmado pela Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, produzida pelo Sindseg-SP e Sincor-SP. O estudo constatou o avanço de 17% do ramo de pessoas nos três primeiros meses ano, superando com folga a taxa de inflação e atingindo a arrecadação R$ 3,4 bilhões. No mesmo período, os ramos elementares faturaram R$ 5,6 bilhões, apresentando crescimento de 9%.

 

Não é a primeira vez que o crescimento do seguro de vida ultrapassa o de automóvel. O feito foi registrado há pouco mais de um ano. Mas, a verdade é que a escalada dos produtos de proteção pessoal vem ocorrendo desde 2015, quando o seguro de automóvel ainda tentava recuperar o espaço perdido nos anos anteriores. Em 2013, o país tinha 3,8 milhões de veículos licenciados por ano. Em 2017, esse número baixou para 2,3 milhões.

 

Tendência mundial

Para o economista Francisco Galiza, responsável pelas análises da Carta de Conjuntura, o segmento de ramos elementares foi fortemente impactado pelo mau resultado do seguro de automóvel. Mas, segundo ele, o crescimento do ramo de pessoas também deve ser analisado sob o enfoque do cenário econômico, que foi ruim nos últimos anos.

 

“Eu diria que o segmento de pessoas conseguiu, na média, superar as taxas de inflação, o que, diante das circunstâncias, é ótimo”, diz. Além disso, o fato de o ramo estar à frente mais uma vez de ramos elementares significa um alinhamento ao mercado global. “É um fenômeno mundial, quando se compara com as estatísticas de países mais desenvolvidos. O segmento de seguros de pessoas é maior que o de ramos elementares. É natural que, alguma hora, isso aconteça no Brasil”, diz.

 

 

Crescimento Receita  13/14     14/15      15/16     16/17     17/18

Pessoas (sem VGBL)      7%        7%           4%          11%       10%

Ramos Elementares     11%        4%          1%           5%          5%

Total (sem Saúde)          9%         5%          2%           7%          6%

Saúde                             15%       17%       14%         11%        10%

 

Fonte: Carta de Conjuntura do Setor de Seguros

 

Galiza destaca, ainda, o crescimento de receita do segmento de saúde no mesmo patamar do seguro de pessoas (sem VGBL), ambos na marca de 10%, entre 2017 e 2018. “O segmento de saúde cresceu, apesar da queda de clientes, por dois motivos: odontológico e inflação médica”, diz. No ramo de pessoas, o economista chama a atenção para o bom desempenho do seguro prestamista.

 

Maior conscientização

O diretor de Relações com o Mercado do CVG-SP, Gustavo Toledo, atribui o crescimento do seguro de

 

pessoas a vários fatores, começando pela maior conscientização da população em relação aos benefícios da proteção deste ramo. Mas, o principal fator, a seu ver, é o aumento da oferta do produto pelos corretores de seguros.

 

“Os corretores têm percebido o declínio e a redução das margens no seguro de auto e para recuperar estas margens o seguro de vida tem se mostrado a alternativa ideal”, diz. Toledo acredita, ainda, que a reforma da Previdência também tenha influência nos resultados do seguro de pessoas. “A reforma remete a planejamento de longo prazo e o seguro de vida está muito vinculado a isto”, diz.

 

Outro produto do ramo de pessoas que vem crescendo, além do prestamista, é o auxílio funeral, cujas contratações totalizaram R$ 602,2 milhões em prêmios, representando uma alta de 10,44% em 2018. No ano anterior, os prêmios foram de R$ 545,3 milhões. Para alguns especialistas, a crise econômica, o desemprego e escalada da violência explicam o crescimento de ambos os produtos. “A insegurança em relação ao futuro faz com que as pessoas queiram proteger sua família”, diz o presidente do CNseg, Marcio Coriolano.

 

 

Futuro do ramo

Em seu discurso de posse na presidência da FenaPrevi, Jorge Nasser, - que estará presente em almoço do CVG-SP no dia 22 de maio – disse que o futuro do ramo de pessoas passa pela sustentabilidade dos negócios e também pelas oportunidades do novo PrevSaúde, do mercado de rendas e do Universal Life. Todos estes produtos dependem do aval do governo para chegar às prateleiras das seguradoras.

 

“No seguro de pessoas, precisamos investir na simplicidade da oferta de produtos, na flexibilidade da contratação e na adaptação dos nossos produtos para a dinâmica da nova economia, embasada na especialização da distribuição e na evolução da oferta de produtos e serviços nos ambientes digitais”, disse Nasser em seu pronunciamento.

 

Fonte: CVG-SP |Texto: Márcia Alves

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