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Mulheres ainda esperam por mais oportunidades e reconhecimento

01/04/2019

Evento da AMMS debateu estudos que revelam a desigualdade de gênero nos postos de comando das corporações.

Não é por falta de ambição profissional e tampouco de capacidade que as mulheres não ocupam os cargos mais altos nas corporações na mesma proporção que os homens. Por que o sexo feminino é pouco representativo nos postos de comando? A resposta para esta questão norteou o debate "A Igualdade de Gênero como meio de Desenvolvimento da Sociedade", promovido pela Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), dia 28 de fevereiro, no auditório da Escola Nacional de Seguros (ENS), em São Paulo (SP).

 

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o evento reuniu mulheres poderosas para analisar e discutir a situação feminina no mercado de trabalho: Elisa Pirani, sócia do escritório da McKinsey de São Paulo, Daniela de Carvalho Mucilo, diretora do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM (Seccional São Paulo), e Guadalupe Nascimento, Conselheira da AMMS.

 

Evolução lenta

 

Com base em estudos da McKinsey ao longo da última década, Elisa Pirani concluiu que apesar dos avanços, as mulheres ainda estão longe de conquistar a paridade na liderança das empresas, principalmente nos comitês executivos. Um estudo da consultoria realizado em 2017 mostra que enquanto a França se destaca com 39% de mulheres no conselho de administração, o Brasil aparece com apenas 8%. Já nos comitês executivos, o país com maior percentual é a Suécia, com 23%. “A evolução é mais lenta em cargos de tomada de decisão – em que há mais correlação com resultado”, diz.

 

Um levantamento da McKinsey realizado com 872 mulheres de 341 empresas revelou que a partir dos cargos de entrada até os mais altos, a presença feminina cai gradativamente, sobretudo as mulheres negras. No nível de entrada, as mulheres brancas somam 31%, as negras 17%, contra 36% de homens brancos e 16% de negros. Na última etapa, o nível executivo, as mulheres somam 18% (brancas) e 3% (negras), contra 67% de homens brancos 12% de negros.

 

Na faixa etária de 50 anos as mulheres estão mais presentes nos cargos de comando. Em nível global, no cargo de analista, por exemplo, apenas 7% das mulheres têm mais de 50 anos. No mercado de seguros brasileiro esse índice é de 14%. A proporção é parecida nos cargos de especialista e gerente e maior no cargo de diretor, com a participação de 22%. Mas, mesmo no nível executivo, 65% das mulheres têm maior participação em funções de suporte. “Mulheres no nível executivo têm pouca representatividade em funções de linha e enfrentam um caminho mais difícil para chegar a CEO”, diz Elisa.

 

Desvantagem

De acordo com estudo da McKinsey and Leanin Org Women in the Workplace, o gênero impacta as oportunidades criadas para as mulheres e no dia a dia no trabalho. A pesquisa apurou que 37% das mulheres entrevistadas acreditam que não receberam aumento ou chance de promoção por causa do gênero, enquanto apenas 8% dos homens pensam assim. "Refleti sobre isso. Somos poucas sentadas à mesa. Não posso me acostumar ao fato de que sou a única mulher sentada à mesa", diz.

 

A dupla jornada pode ser um fator que pesa contra a ascensão feminina no mercado de trabalho. De acordo com o estudo, 52% das mulheres afirmaram que fazem a maioria dos trabalhos domésticos contra 22% dos homens. Mesmo quando são elas as principais provedoras da casa, 43% assumem as tarefas domésticas, contra 12% dos homens.

 

Homens e mulheres têm o mesmo interesse em serem promovidos no trabalho. Mas, elas não alcançam esse objetivo e não é por falta de ambição. De acordo com o estudo, as mulheres têm chances 18% menores de promoção que os homens. Elas também pedem promoção com a mesma frequência, mas apenas eles são promovidos sem pedir. O estudo indica que 13% das mulheres foram promovidas sem pedir contra 17% dos homens.

 

Um estudo da HBR reforça o ponto de que mulheres e homens têm comportamento similares no trabalho. A principal hipótese para a desigualdade de gênero é que, talvez, esses comportamentos sejam percebidos de forma diferente por vieses inconscientes. “Nós trabalhamos muito, construímos uma carreira sólida, cada dia é uma luta. Mas, precisamos divulgar o que fazemos no trabalho, sem nos diminuirmos”, diz.

 

Na visão de Elisa, as empresas deveriam investir mais na diversidade, pois, assim poderiam atrair os melhores talentos. Considerando que o mercado de trabalho enfrentará a escassez de 85 milhões de profissionais altamente qualificados até 2030, vale destacar que as mulheres, mais que os homens, estão investindo em suas carreiras. No Brasil, as mulheres representam 57% dos estudantes universitários, 54% dos mestrandos e 53% dos doutorandos. “A diversidade traz maior valor e melhor performance às empresas. Por isso, recomendo às empresas que tenham mais mulheres em seus times”, diz.

 

Fonte: APTS | Texto: Márcia Alves

 

 

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