Associação Paulista dos Técnicos de Seguro

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APTS completa 35 anos

20/06/2018

Entidade comemora trajetória dedicada à disseminação do conhecimento.

 

Fundada no dia 7 de abril de 1983, a Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) completou35 anos de existência. Como entidade sem fins lucrativos, apolítica e sem vínculos com qualquer organização, a APTS construiu uma trajetória de sucesso, com foco exclusivamente na disseminação do conhecimento técnico em seguros. Ao longo de sua existência, promoveu grandes eventos, debates importantes, antecipando-se aos acontecimentos no setor. Novas legislações, regras, produtos e práticas na área de seguros fizeram parte da agenda de eventos, sempre com a presença de renomados profissionais.

 

Idealizada e fundada por Luis López Vázquez e outros 40 profissionais do setor, a APTS nasceu para defender a prática técnica em seguros. Na década de 80, período de alta inflação, o resultado financeiro era mais compensador às seguradoras do que o resultado industrial. Por isso, a atividade técnica de seguros perdia importância. Com a missão de disseminar o saber técnico, a APTS jamais se afastou desse ideal, nem mesmo após a estabilização econômica e a melhoria de desempenho do mercado de seguros. Com o crescimento, novas demandas surgiram no seguro, tornando a sua atuação imprescindível para aprimorar os profissionais do setor.

 

Hoje, em seu segundo mandato na presidência da APTS, Osmar Bertacini, quarto presidente, que também ocupou o cargo por duas gestões entre 1993 e 1997, garante que a meta é a mesma do período de fundação. “O técnico de seguros é um profissional essencial na operação de seguros, da subscrição à regulação de sinistros, e também no desenvolvimento de novos produtos. Por isso, o propósito da APTS de valorização desse profissional permanece, bem como o de disseminação da técnica de seguros em prol do aperfeiçoamento e crescimento do mercado”, diz.

 

RETROSPECTIVA

 

Uma conquista dos técnicos de seguros

 

Fazia frio naquele dia 6 de abril de 1983, recorda-se Alexandre Del Fiori. Mas, trabalhando no centro da cidade, ele não precisou andar muito para chegar ao local da reunião, no restaurante do Clube Cidade de São Paulo, na Rua Barão de Itapetininga. Odair Negretti também seguia animado para o encontro, ainda que não fosse para jogar bilhar no Taco de Ouro, como havia imaginado, quando atendeu ao telefonema de Alberto Kupcinskas. O amigo lhe convidara para participar de algo muito importante para os técnicos de seguro: a fundação de uma associação.

 

Na época, a crise econômica do governo Figueiredo fervilhava. Atendendo às determinações do FMI, o governo aumentava os juros para conter a inflação e cortava despesas. Em São Paulo, pipocavam os movimentos grevistas de bancários e de metalúrgicos. Lideranças culturais e políticas deflagraram naquele período o movimento "Diretas já”. Externamente, o ambiente era influenciado basicamente pela iminência de uma guerra mundial patrocinada pelo conflito EUA versus URSS. Havia também o risco de um novo choque do petróleo. 

 

No setor de seguros, as aplicações financeiras resultavam em ganhos maiores para as companhias do que as operações industriais. Com isso, o trabalho do técnico de seguro se tornara descartável. Luis López Vázquez se indignava com essa situação. Ele, que tempos antes havia criado o Departamento de Aperfeiçoamento Profissional (DAP) no Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) e, posteriormente, o Centro de Estudo e Desenvolvimento do Seguro (Cedes) na Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS), acompanhava as dificuldades dos colegas.

 

Assim como Vázquez, Kupcinskas e Manoel Carneiro da Cunha Filho, ambos participantes do Cedes, também acreditavam que era chegada a hora de os técnicos terem a sua entidade. Muitas vezes, os três se reuniram para discutir essa questão. Por isso, na reunião do dia 6 de abril de 1983, Vázquez foi um dos primeiros a chegar. Em pouco tempo, 40 técnicos de seguros lotavam o salão reservado do restaurante. Encerrado o almoço, Vázquez então surpreendeu a todos ao apresentar prontos o estatuto e a logomarca da entidade. Junto com Kupcinskas, ele havia discutido anteriormente ponto por ponto do estatuto.

 

 

A logomarca da entidade, criada por Moisés Lalinde , representava, nas três argolas entrelaçadas a união de técnicos de seguro de seguradoras, corretoras e do IRB. Naquele momento, houve uma divergência entre os fundadores a respeito da abrangência da nova entidade. Aos que defendiam uma associação nacional, prevaleceu o argumento de Vázquez quanto à impossibilidade de se obter a procuração de outros estados. Por consenso, a nova entidade foi batizada de “Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS)”.

 A Yasuda foi uma das seguradoras que contribuíram para a aquisição da sede da APTS.

 

Quando soube que estava disponível o conjunto ao lado do seu escritório, no Largo do Paissandu, número 72, Vázquez se apressou em obter junto à Paulista de Seguros, dona de metade do prédio, a cessão gratuita do imóvel por um período para a instalação da APTS. Dois meses depois de ser criada, a associação passou a funcionar no local. Mas, mesmo diante da falta de recursos, a APTS, quatro meses depois de fundada, organizou um evento cuja renda foi totalmente revertida às vitimas das enchentes no Sul do país.

 

 

 

Presidentes da APTS

 Osmar Bertacini, Luiz Marques Leandro, Luis López Vázquez e Maurício Accioly Neves.

 

Luis López Vázquez: Fundou e presidiu a APTS por doze gestões não consecutivas. Sob seu comando, a entidade realizou grandes eventos e inovou com os eventos do meio-dia. Em setembro de 2015 ele concluiu sua última gestão.

Maurício Accioly Neves: Ex- superintendente da Delegacia de São Paulo do IRB foi para iniciativa e, em seguida, assumiu a presidência da APTS, na gestão 1989 a 1991. Promoveu importantes eventos, mas teve de se afastar por compromissos profissionais.

Luiz Marques Leandro: Como diretor, cumpriu parte da gestão da Accioly, quando este se mudou para o Rio de Janeiro. Em seguida, foi eleito presidente para a gestão 1991/1993, período em que dotou a APTS de uma nova infraestrutura; reformulou o jornal e promoveu vários eventos.

Osmar Bertacini: Cumpriu duas gestões na presidência da APTS (1993 a 1995 e 1995 a 1997), realizando eventos importantes. Retornou ao cargo em 2015 ao ser eleito por aclamação, reelegendo-se em 2017. Sua atual gestão tem foco no debate de temas técnicos e contemporâneos.

 

Fonte: Revista APTS Notícias (ed. 130)

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