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Microsseguro ajustado à realidade

20/10/2017

Novos estudos mudaram a conceituação e reduziram o tamanho do público alvo, mas os obstáculos para o microsseguro permanecem.

 

 

Entre 2008 e 2013, o mercado de seguros promoveu amplas discussões sobre o microsseguro, que era tido na época como a grande aposta de desenvolvimento do setor. A expectativa era transformar em segurados os indivíduos da faixa da população das classes D e E, então calculada em 100 milhões de pessoas, por meio da oferta de seguros de baixo tíquete. Porém, o microsseguro não deslanchou. Diversos obstáculos inviabilizaram a operacionalização do produto, sobretudo a falta de canais de distribuição.

 

Para Adevaldo Calegari, professor da matéria no curso MBA da Escola Nacional de Seguros, a explicação está no alto custo de distribuição e na baixa margem de remuneração de vendas. O consultor Bento Zanzini afirma que a remuneração não é atraente para a venda individual. “Apesar das muitas discussões, o corretor não entendeu bem o seu papel na venda de microsseguros, que deve ser o de distribuidor apto a organizar uma força de distribuição para atingir grupos de pessoas”, diz. Ambos os especialistas analisaram o tema no 6º Trocando Ideias 2017, promovido pela União dos Corretores de Seguros (UCS), dia 22 de agosto.

 

Segundo Zanzini, outros obstáculos prejudicaram o microsseguro. Ele cita a ausência de cultura do seguro; a baixa percepção dos benefícios versus a falta de comunicação adequada; a complexidade e morosidade na aprovação das notas técnicas pela Susep; a concorrência dos seguros populares não convertidos em microsseguros – já que ambos não conseguiram atingir o público de baixa renda -; a ausência de uma rede de “agentes distribuidores”; os custos de administração elevados; e a dificuldade em adotar novas tecnologias, que poderiam reduzir custos.

 

Por outro lado, o microsseguro conseguiu evoluir. Em 2016, de acordo com dados da Susep, iniciou o ano com R$ 7 milhões em prêmios emitidos e encerrou o exercício com R$ 233 milhões. “Não é pouca coisa. No entanto, representa apenas 0,1% do volume de prêmios do setor”, diz. Chama atenção a baixa sinistralidade do produto, na casa de 5%. “Com essa sinistralidade, os segurados não percebem o benefício do produto. Tem algo errado que precisa ser consertado”, diz. Os dados revelam ainda a concentração de venda no ramo vida e domínio de três seguradoras em 80% do mercado.

 

Novo conceito

Estudos recentes foram realizados para ajustar o microsseguro à realidade. Em vez de 100 milhões, o mercado-alvo do microsseguro é de 40 a 50 milhões de pessoas, algo entre 14% a 20% das classes C, D e E, segundo estudo da CNseg e Escola Nacional de Seguros. Em 2015, a IAIS, regulador internacional, classificou o microsseguro como seguro inclusivo. O novo conceito muda a orientação do produto para mercados desatendidos pelo seguro e não mais apenas para a população de baixa renda.

 

Para Zanzini, é inequívoca a necessidade de proteção securitária, não apenas da população de mais baixa renda, mas também de outras camadas ainda não alcançadas pelo mercado, por motivos que vão além da questão financeira. Segundo ele, produtos não faltam, mas existem muitas dificuldades a serem superadas, sobretudo em relação à cultura do consumidor potencial (educação financeira) e ao alcance dos modelos de distribuição. “Ainda temos muito a evoluir na escala de distribuição”, diz.

 

Fonte: Revista APTS Notícias (ed. 127) - PDF |Online

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