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Conec debate questões inéditas

Nesta edição, evento abordou empreendedorismo, política e economia


A partir da temática “Aprender, Empreender e Ser”, o 17º Congresso dos Corretores de Seguros do

Estado de São Paulo (Conec) reuniu um público de cerca de 6 mil pessoas, nos dias 6, 7 e 8 de outubro, para discutir os caminhos para a formação, especialização e empreendedorismo dos profissionais da categoria. Promovido pelo Sincor-SP, o evento apresentou mais de 30 horas de palestras voltadas à qualificação profissional e pessoal.


Nesta edição, o evento ampliou as discussões para questões relacionadas ao futuro do setor, incluindo o atual momento político e, ainda, a inserção do seguro nesse contexto. Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, comentou a necessidade de participação do seguro na política do país. “O fato é que a política está no cerne das nossas vidas e precisamos entender que isso é bom e correto e que, mais do que nunca, temos de estar engajados politicamente”, disse.



O seguro na política


A importância da inserção do setor de seguros no contexto político nacional foi discutida em painel mediado pelo consultor e advogado Antonio Penteado Mendonça. O secretário da APTS, Evaldir Barboza de Paula, que também é membro da Comissão Político-Parlamentar do Sincor-SP, informou que, atualmente, 24 projetos de lei que tratam de seguro estão em tramitação. “A comissão analisa a matéria e encaminha para a Comissão Jurídica do Sincor-SP avaliar a constitucionalidade, já que alguns projetos não têm sequência na Câmara dos Deputados por esse motivo”, disse.


De acordo com o deputado Lucas Vergílio (SD-GO), o governo federal tem demonstrado maior interesse pelo setor de seguros, haja vista ter indicado um corretor para a Susep. Mas, ele observou que o setor ainda tem “poucos amigos” no Congresso Nacional e que, por isso, não tem política própria. “Na política, o seguro é tratado como apêndice dos bancos, ou seja, se vê apenas o lado financeiro, mas não o social e o quanto devolvemos à sociedade”, disse.


O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo reforçou sua convicção sobre a importância da política ao classificá-la como “a arte da tolerância e da conquista”. Ele comentou que aprendeu muito nos dois anos que preside o Sincor-SP e avalia que, atualmente, o setor de seguros vive um momento de integração. “Ver este auditório lotado para ouvir sobre política é a melhor resposta que poderia ter”, disse.



A retomada da economia e os rumos políticos no Brasil estiveram no foco das análises e reflexões no bate-papo que reuniu os jornalistas William Waack e Mara Luquet e o historiador e professor Marco Antonio Villa. Para eles, a saída para os problemas do país dependem de conciliar o rápido crescimento econômico com as grandes demandas da sociedade e de combater a corrupção e a impunidade deflagradas com a Operação Lava Jato.


Na visão do presidente do Fenacor, Armando Vergílio dos Santos, este é o momento de se criar uma agenda positiva para o setor. “Nos últimos anos, o setor cresceu, mas não evoluiu e os riscos estão aí sempre batendo à nossa porta”, disse. A criação de uma agenda para o mercado de seguros não é atribuição exclusiva da CNseg, mas de todo o setor, segundo o presidente da entidade Marcio Coriolano. “O seguro produz riquezas, mitiga riscos e tem compromisso com o crescimento sustentável do país. Poucos sabem que o setor provê poupanças da ordem de mais de R$ 800 bilhões anuais”, disse.



Uma agenda para o seguro


Na opinião do presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, o mercado de seguros experimentou crescimento espetacular nos últimos 15 anos, mas não soube aproveitar todas as oportunidades. “Colhemos frutos, mas deixamos muitos para trás”, disse. Para ele, faltava ao mercado uma agenda para mensurar seu crescimento.


O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, concordou e propôs a criação de uma agenda mínima que contemple estabilidade e previsibilidade regulatória; políticas governamentais; avaliação do impacto regulatório das normas e ampliação dos canais de acesso aos corretores. “Precisamos educar os poderes Legislativo e Judiciário para que entendam a importância do seguro”, acrescentou.


Para o vice-presidente de Resseguros do IRB-Brasil Re, José Carlos Cardoso, o seguro no Brasil ainda não ocupa o seu devido espaço na agenda do governo. Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, observou que faltam canais de interlocução com o governo. Em sua avaliação, uma agenda para o setor passa pela formação e qualificação.


O presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos, observou que uma das prerrogativas da agenda é melhorar o diálogo com o órgão regulador. “Antes de qualquer norma ser editada, temos de sentar para discutir e saber os impactos para o setor”, disse. Joaquim Mendanha de Ataídes, superintendente da Susep, informou que a autarquia está promovendo alterações para responder às demandas do setor.


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