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APTS participa de Fórum da FenaPrevi

Osmar Bertacini, presidente da APTS, marcou presença no evento, dia 23/08.


A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) promoveu o seu oitavo fórum nacional, dia 23 de agosto, em São Paulo (SP), com enfoque principal no tema “Os desafios da Previdência Social”. O evento reuniu diversos especialistas e um público de cerca de 400 pessoas para discutir o cenário atual, a experiência de outros países e sugestões para um modelo adequado de previdência pública. O presidente da APTS, Osmar Bertacini, marcou presença no evento.


“É consenso que será impossível ao país adotar um regime fiscal responsável sem que tenha resolvido a questão previdenciária”, disse o presidente FenaPrevi, Edson Franco, na abertura do evento. Em 2015, o Brasil gastou R$ 683 bilhões com a Previdência Social, equivalentes a 11,6% do PIB. Apenas com o INSS, os gastos aumentaram de 2,6% do PIB em 1988 para 7,4% nesse período.


Atualmente, existem no país 29,6 milhões de aposentados e pensionistas, que representam 14% da população. Entretanto, apenas 12% dos brasileiros estão na faixa de idosos com mais de 60 anos e menos de 8% tem mais 65 anos. Para o diretor Executivo da Federação Nacional de Saúde (FenaSaúde), José Cechin, significa que os beneficiários da previdência são muito jovens.


Segundo ele, em comparação com outros países, o Brasil é o que apresenta menor idade de aposentadoria, mas é o quinto que mais gasta com esse benefício. Além disso, nos últimos 35 anos a razão de dependência dos idosos passou de 11% para 18% e deverá crescer na mesma proporção, porém em menos tempo. Por seus cálculos, em 8 anos a razão de dependência dos idosos saltará de 18% para 54%. Significa que cada duas pessoas ativas terá de suportar mais de um aposentado.


Para Larry Hartshorn, da Limra, o aumento do número de idosos não deve ser a única preocupação dos países em relação à previdência, mas também a queda da taxa de natalidade. A questão é o equilíbrio entre os que contribuem com a previdência e os que recebem o benefício. Larry também questionou a diferenciação entre gêneros. Segundo ele, as mulheres vivem mais que os homens e, portanto, a idade mínima deveria ser pelo menos a mesma, por volta dos 67 anos.

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