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Invalidez permanente lidera acidentes de trânsito

Mais de 515 mil casos foram registrados em 2015, 410 mil apenas com motocicletas, a maior parte (39%) no Nordeste


O mais recente Boletim Estatístico da Seguradora Líder-DPVAT revela que houve queda de 15% no número de indenizações pagas por acidentes de trânsito em 2015. Foram 652.349 mil casos no último ano contra 763.365 em 2014, que geraram indenizações de R$ 3,381 bilhões.


Também houve nesse período redução de 19% no número de mortes (de 52.226 para 42.501) e de 18% no número de reembolso de despesas hospitalares (de 115.446 para 94.097). Mas, o que chama a atenção é o alarmante número de casos de invalidez permanente, que embora tenha caído 13% entre 2014 e 2015, ainda produz um exército de mutilados, composto por 515.751 pessoas.


No ano de 2015, seguindo a mesma tendência dos anos anteriores, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 76% (479.009), apesar de representar apenas 27% da frota nacional. Dos acidentes causados por motos, 83% geraram algum tipo de invalidez permanente, 4% acabaram em morte e 13% resultaram em reembolso de despesas hospitalares.


A maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino (64%) em acidentes de motos (91%), mantendo o mesmo comportamento dos anos anteriores. A faixa etária mais atingida no período foi de 18 a 34 anos, representando 51% do total das indenizações pagas, o que corresponde a mais de 330 mil indenizações.


Já para os casos de vítimas com sequelas permanentes, 78% das indenizações por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino, enquanto 66% das indenizações por acidentes com os demais veículos foram para os homens. Os dados demonstram que a concentração de vítimas do sexo masculino é maior nos acidentes com motocicletas do que com os demais veículos.


Nesse período, a região Nordeste foi a responsável pela maior concentração das indenizações pagas (213.726) pelo Seguro DPVAT (33%), embora sua frota seja a terceira maior do país (17% dos veículos). Em seguida, vêm as regiões Sudeste (49% da frota nacional) e Sul (20% da frota nacional).


Para o diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT, Ricardo Xavier, nossas ruas, estradas e avenidas produzem muitos feridos, inválidos e mortos todos os dias. A saída, segundo ele, é investir agora na educação do cidadão no trânsito para que o número de acidentes reduza mais ainda.


Resultado financeiro


A arrecadação total do Seguro DPVAT, pago pelos proprietários de veículos automotores, somou R$ 8.654 bilhões no ano passado. Por lei, 50% desse dinheiro vai direto para a União, via transferência bancária automática, no ato do pagamento da apólice do seguro, que destina 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) e 5% para o Denatran. Cada órgão recebeu R$ R$ 3,894 bilhões e R$ 432,8 milhões, respectivamente. O lucro das seguradoras consorciadas é estabelecido por lei em 2%, que, depois do Imposto de Renda e da Contribuição Social, fica em 1,2%.