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Sonia Homrich: pioneira na gestão de conflitos

13/02/2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ela colabora para disseminar no país a atividade que lida com a consciência emocional das pessoas, aplicando a arte do saber ouvir e perceber o outro para, se possível, “parir” soluções.

 

 

Fincar a bandeira do consenso e da paz onde existem disputas e conflitos é uma tarefa complexa. Muitas vezes, apesar da criatividade e esforço, não se obtém sucesso. Mas, resta o benefício de tornar as partes envolvidas mais conscientes de suas necessidades e motivações.

 

 

Depois de anos de atuação na Europa, hoje, Sonia Homrich desenvolve esse trabalho no Brasil, onde reconhece a existência de um atraso de pelo menos 40 anos nas questões de negociação e mediação de conflitos. Na Europa, ela conta que a nacionalidade ajudou. “Meu trabalho era valorizado porque, como brasileira, sabia lidar bem com as diferenças entre culturas e tinha uma abordagem diversa dentro da negociação e da mediação”.

 

 

 

Fundadora da Consultoria e Counselling, Sonia acumula 39 anos de vivência em gestão (prevenção e resolução), com atuações no país e no exterior, em diversos tipos de empresas e conflitos. “Ser mediadora significa estar na função e não numa profissão. As vivências nacionais e internacionais são a minha base de trabalho, mas não significam jamais que exista uma maneira uniforme de olhar para conflitos. Cada caso é um caso. Cada ser humano é único”, define.

 

 

Na infância, a partir dos oito anos de idade, Sonia mudou várias vezes de cidade, escolas e amigos devido à profissão de seu pai, juiz de direito. As mudanças provavelmente  lhe ensinaram a lidar com o novo, desde muito cedo, desenvolvendo sua visão de futuro, mas sem se perder no passado. Bacharelou-se em Administração de Empresas pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) em 1974 e já sabia, desde então, que seu ideal era lidar com conflitos.

 

 

Ela lembra que nas décadas de 70 e 80, o desenvolvimento da gestão de conflitos dependia de “muita prática, suor e lágrimas”, além de esforço para ampliar a compreensão dos conflitos em seus diversos aspectos. “Não existia mediação naquele tempo e tudo estava para ser criado”, diz a pioneira. De 1974 a 2004, quando desenvolveu trabalho em três países (Brasil, Inglaterra e Alemanha), ampliou seus conhecimentos em antropologia cultural, saúde antroposófica, business e psicanálise, dentre outras disciplinas.

 

 

“Atuei com sucessões e fusões, mudanças organizacionais, comércio internacional, em todo tipo de empresas familiares ou não, além de individualidades, grupos e organizações em seus conflitos internos e externos”, relata. Na década de 80, passou a realizar workshops ainda em Londres.

 

Foram anos de empenho exaustivo numa época em que, segundo Sonia, a Inglaterra começava a utilizar a mediação. Mais tarde, ela aproveitou o início da explosão na Europa do uso da mediação para também usá-la como ferramenta na negociação de conflitos. Seus clientes consideravam sua abordagem diferenciada nas questões cross-culture (transcultural). Assim, seu trabalho foi expandido via “boca a boca”, inclusive no Brasil. Na década seguinte, também trabalhou na Alemanha.

 

 

Sonia voltou definitivamente ao Brasil em 2004 para cuidar de seus pais, que já faleceram. Este foi o que considera seu melhor projeto. “Durante seis anos, enfrentei todos os desafios com muito amor e dedicação, sabendo que a riqueza desta vivência ninguém poderá tirá-la de mim”, diz.

 

 

Insight

A principal característica do trabalho de Sonia é a natureza transdisciplinar. Como profissional liberal, ela garante a imparcialidade e independência no trato dos conflitos e na prestação de serviços de consultoria e counselling. Em 2011, ela assistiu a uma palestra dos desembargadores Kazuo Watanabe e Ferreira Alves e ficou sabendo que só no estado de São Paulo havia 20 milhões de processos em andamento no Poder Judiciário.

 

 

Foi então que teve o insight da imensa necessidade de sensibilizar empreendedores, empresários e administradores a utilizarem a mediação privada ao invés do litígio no Poder Judiciário. Em seguida, procurou a Fecap para expor à reitoria seu projeto de cursos de Negociação de Conflitos e Mediação, diferenciados do que se oferecia na área jurídica. Sonia também levou em conta o pioneirismo da Fecap nas áreas comercial e business, além de sua excelência acadêmica.

 

 

Hoje, ela reconhece o seu pioneirismo profissional na área em que atua. Os resultados são frutos de sua biografia e do aprendizado acumulado ao lidar com muitas e diferentes culturas. Também somam seu esforço pessoal e a forte tendência em procurar soluções criativas para transformar conflitos em oportunidades.

 

 

Meditação

A dedicação extrema à gestão de conflitos e mediação encontra sustentáculo na meditação, por meio da qual ela enfrenta os desafios do dia a dia com tranquilidade. Sonia usa o método de Rudolf Steiner,  o fundador da Ciência Espiritual da Antroposofia (Cristologia), enriquecida com a “meditação para alívio de sintomas”, do médico José Antonio Curiati. Estas são maneiras de se manter alerta (mindfullness) e consciente, expandindo as possibilidades de gestão de conflitos.

 

 

Sempre ativa, Sonia cria cursos, artigos, lê muito e escreve poemas. Caminha e usa o transporte público por opção. Atualmente, está escrevendo um livro autobiográfico-profissional sobre seu estilo de gestão de conflitos. Canta em canto coral desde os cinco anos e gosta imensamente de música erudita e de MPB. Dos compositores, ela aprecia a obra do pianista José Carlos Amaral Vieira e gosta muito, desde pequena, de Beethoven.

 

 

Quando possível, adota uma alimentação orgânica ou biodinâmica – longe da carne vermelha e do álcool, apesar do pai gaúcho. “Procuro viver minha vida com dignidade, sempre tentando dar um sentido a ela, mas cometendo muitos, muitos erros”, menciona. Sonia segue os princípios de liberdade e democracia lhe inspiram a colaborar para o desenvolvimento do Brasil por meio de seu trabalho.

 

 

“Não precisamos espalhar a pobreza e sim propiciar o desenvolvimento”, é a sua proposta para ampliar a consciência de cidadania com respeito mútuo. O que pode parecer uma obviedade, para Sonia é estilo de vida que agrega pessoas.

 

 

 

Fonte: Revista APTS (ed. 113)

Texto: Carlos Pacheco

 

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