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Lucro de resseguradoras cai 50%

19/03/2014

Algumas companhias estão colocando condições mais restritivas e aumentando o preço da cobertura para alguns segmentos em renovações de contratos feitas neste começo de ano

 

Após verem seus resultados do ano passado recuar de forma expressiva, as resseguradoras que atuam no Brasil começam a ficar mais seletivas. Já se observa que algumas companhias estão colocando condições mais restritivas e aumentando o preço da cobertura para alguns segmentos em renovações de contratos feitas neste começo de ano. O movimento, por ora, não é generalizado, mas pode sinalizar uma tendência.

O resseguro é uma espécie de seguro das seguradoras, que dividem parte do risco e da receita com as resseguradoras para pulverizar seus riscos. Ele é contratado principalmente para apólices de empresas, que normalmente envolvem altos valores de cobertura.

As 14 resseguradoras locais que operam no país reportaram um lucro líquido consolidado de R$ 270,5 milhões em 2013, queda de 46,6% em relação ao ano anterior, segundo números dos balanços das companhias compilados pela Siscorp, empresa que reúne dados do mercado de seguros. As resseguradoras locais têm reserva de 40% do mercado e capital mínimo obrigatório de R$ 60 milhões.

O resultado sofreu impacto pelo aumento de 36,5% do volume de indenizações pagas e pela queda de 16,5% do resultado financeiro. A receita com prêmios de resseguros alcançou R$ 4,9 bilhões em 2013, um crescimento de 36,5% (veja mais na tabela).

Temos visto uma mudança de comportamento, com algumas companhias impondo condições mais duras e mais técnicas para renovar contratos, não aceitando qualquer coisa, diz Bruno Freire, diretor-executivo da Austral Resseguradora. Ele pondera, porém, que ainda há muita capacidade de aceitação de riscos no mercado.

Segundo Rodrigo Botti, diretor de riscos da Terra Brasis, a luz amarela já havia acendido em 2012, com resultados operacionais fracos. Agora, com os resultado do ano passado, o mercado deve reagir em preço, afirma.

A grande capacidade disponível ainda é reflexo da abertura do mercado de resseguros em 2008, após 69 anos de monopólio do IRB. Atualmente operam no país mais de 100 companhias em uma das três modalidades de resseguradoras. Além das 14 locais, existem as admitidas (que precisam de capital mínimo de US$ 5 milhões) e as eventuais (precisam apenas de registro na Susep, órgão regulador). A abertura obviamente aumentou a competição e derrubou as taxas.

Quem entrou pesado [no mercado brasileiro] pode agora fazer alguma correção, mas ainda não vejo um aumento consistente de taxas, diz Angelo Colombo, presidente da AGCS Brasil, resseguradora do grupo Allianz. Segundo ele, os grupos internacionais estão capitalizados lá fora e podem continuar apostando no Brasil, apesar dos resultados ruins aqui.

Para Botti, é natural que a primeira fase após a abertura seja de exuberância, com muitas companhias chegando ao país tentando ganhar mercado a qualquer preço. Agora devemos entrar para a segunda fase, que é de amadurecimento do mercado, buscando fazer uma análise mais técnica dos riscos, diz.

Diferentemente dos seus pares no Brasil, as resseguradoras lá fora tiveram bons resultados no ano passado devido ao baixo volume de indenizações com catástrofes naturais. Segundo Botti, a média de indenizações pagas mundialmente pelas resseguradoras em eventos catastróficos é de US$ 60 bilhões por ano. Em anos de pico, casos de 2005 e 2011, essa soma sobe para a casa dos US$ 100 bilhões. As primeiras estimativas para 2013 rodam os US$ 40 bilhões.

Isso pode fazer com que elas mantenham o apetite em suas operações brasileiras e continuem pressionando os preços para baixo, apesar do mau resultado na unidade local em 2013, diz Botti.

Vale ressaltar que algumas resseguradoras tiveram resultados negativos em 2013 por estarem em seus primeiros anos de operação, caso da AGCS e da Terra Brasis. Em razão do grande volume de reservas que precisam ser constituídas e do alto custo de operação inicial, é natural para as empresas do setor que o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas leve até três anos para ser atingido.

 

Fonte: Valor Econômico - Thaís Fôlego

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